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E a Cana-de-Açúcar? (1) Um Retrato de 2017 (Hulq, F99)

26/12/2017


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Em 2017 continuamos vivendo momentos onde a produtividade média dos canaviais brasileiros está estacionária (ainda que, apresentando um viés de queda) atingindo valores inferiores aos desejados. O baixo índice de renovação dos canaviais tem se mostrado um dos grandes vilões, que ao se estender a longevidade das plantas leva-se a deterioração ano após ano deste índice, principalmente após o quarto corte. Outro fato é o índice de endividamento setor sucro-alcooleiro que vem aumentando devido as altas nos custos de produção, também como os baixos preços do açúcar no mercado mundial, comprimindo assim as margens do setor.

Como podemos reverter isso? É preciso, de forma mais rápida e eficaz adotar novas formas de coleta e analise de dados que proporcionem adequada tomada de decisões para melhor cuidado do canavial, mas isso não é novidade, certo? Inúmeras são ferramentas de Agricultura de Precisão disponíveis, porém ainda se faz necessário facilitar a forma com que produtores e suas equipes técnicas "transitem" da obtenção de dados até a atuação em loco no campo, maximizando o potencial produtivo da planta. Capacitação é a palavra de ordem.

É impossível falar de energia renovável no Brasil e no mundo sem falar de cana-de-açúcar... Empresas e consultores do setor já mencionaram que a demanda energética irá aumentar ~30% nos próximos 20 anos. O país tem condição privilegiada perante a outros "players" mundiais em termos de área, clima e manejo. A cana é a cultura agrícola mais limpa e econômica para atender este aumento.

"Além de fonte energética a cana-de-açúcar é responsável por proporcionar dezenas de outros subprodutos. O açúcar e o álcool se tornarão sub-produtos, atrás da energia gerada pelo próprio bagaço e do resíduo da colheita mecanizada" - Tomaz Caetano Cannavam Ripoli (Prof. Titular da ESALQ-USP).

Programas como o RenovaBio estão em construção para apoiar o setor, com o suporte de grandes lideranças, empresas, consultorias, pois ainda não existe uma política justa para programas de energias renováveis a partir do uso da biomassa. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido, mas a jornada já começou.

E para 2018, qual a sua opinião?

* Marco Lorenzzo Cunali Ripoli é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Máquinas Agrícolas pela ESALQ-USP e Doutor em Energia na Agricultura pela UNESP, executivo, disruptor, empreendedor, inovador e mentor.

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