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Tô embarcando nessa (Vavá; F66)

25/06/2018 - Por evaristo marzabal neves
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“Tô embarcando nessa”

Evaristo Marzabal Neves

Caros Tutorados (uma reflexão sobre administração racional do tempo e dos estresses),

Tomei ciência (Folha de São Paulo, encarte Equilíbrio, 30/10/08, p.10) dos resultados de uma pesquisa publicado na edição de outubro do “The Journal of Gerontology: Medical Sciences” que aponta fatores de ótima saúde em idosos.

Resumindo: 2.432 idosos canadenses responderam questionários bianuais sobre qualidade de vida entre 1994 a 2004, nos quais classificaram suas habilidades em oito áreas: visão, audição, fala, movimento, destreza, emoção, cognição (aquisição de um conhecimento) e dor. Os poucos que mantiveram ótimas condições de saúde ao longo de uma década foram considerados “bem sucedidos”. Estes relataram não ter deficiências ou ter uma só incapacidade leve nas oito áreas em ao menos cinco das seis pesquisas bianuais. Apenas 50,8% dos participantes começaram como “bens sucedidos”, mas só 8% continuaram assim ao cabo de dez anos.

Entre seus resultados, têm-se: idosos com visão de mundo positiva, níveis mais baixos de estresses, renda média para alta e caminhadas têm mais probabilidade de apresentar ótima saúde. A ausência de doenças crônicas e o fato de jamais terem sido fumantes e beberem álcool com moderação foram igualmente relevantes. Para o Dr. David Feeny, co-autor da pesquisa “agora temos evidências sobre quais fatores contribuem para uma saúde excepcional durante os anos de aposentadoria”.

Meus tutorados: Pois bem, se vocês acreditam na pesquisa, por que não pensarem a agirem desde agora (nos seus 19 a 20 anos) na assimilação do “Tô embarcando nessa”? E, aí, entra o meu repetitivo (mas não cansativo, acredito eu) e insistente saber da “administração racional do meu tempo” e as leituras introdutórias sobre esta temática que denomino “Administração do tempo (e de minha vida)”.

Quando insisto em “abraçar menos coisas” e encaminho artigos para reflexão (como “Sobre reuniões e reuniões” e “Uma coisa de cada vez”) para controle de seus estresses e o cuidado no nosso planejamento estratégico não “estou clamando no deserto” e espero “encontrar eco”. Insisto porque alguns de vocês, constantemente estressados, podem a vir no futuro a fazerem parte dos “NÃO bem sucedidos”.

Quando luto por uma grade curricular e um modelo pedagógico mais racional para melhor aproveitamento do tempo (recurso mais escasso e perecível, portanto o que melhor tem que ser utilizado diariamente com eficiência e eficácia) não o estou fazendo com desconhecimento de causa. Quando enfatizo a máxima da terapia ocupacional “A ocupação é o melhor remédio (médico) da natureza” e, imagine então uma ocupação motivada, não estou fazendo propaganda de terapeuta, psiquiatra, psicólogo ou outros neuros. Quando digo para vocês que, indistintamente (pobre, rico, masculino, feminino, branco, negro, etc.), Deus nos deu 24 horas num dia, é preciso usá-lo e desfrutá-lo da melhor maneira possível buscando sua saúde e felicidade. Quando, por brincadeira, algum de vocês está estressando em nossa sala e recorro ao clássico “Ta estressado, vá pescar” e adapto ao nosso ambiente dizendo: ”Escute, tá estressado, vá até o lago aqui em frente e conte quantos patos, gansos, cisnes, paturis etc e se distraia nesta contagem que é tão bom e saudável”. Ao retornar à nossa sala e continua estressado, por favor, dê meia volta e volte para o lago e recomece a contagem, pois não quero ficar estressado também. Quando falo na administração das suas 24 horas diárias que encontre um tempo (meia hora pelo menos) para se informar sobre o mundo (que é lá que você vai viver depois da colação de grau) e uma hora alienante (“pensando em abobrinhas”) para qualquer atividade física, eu o estou orientando para que 50 anos à frente você faça parte da pesquisa e seja enquadrado nos “BENS sucedidos”. Tenho dito. (31/10/08).

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