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O Sócio Mantenedor e o Sentimento de Pertencimento (Vavá; F66)

30/10/2019 - Por evaristo marzabal neves
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Caro Esalqueano: para começar, perguntas: quanto você custou para a sociedade computando desde seu ingresso até a formatura?Qual foi sua mensalidade paga pela sociedade para ser um privilegiado egresso de uma escola de renome internacional?


Minha impressão é que praticamente nenhum egresso Esalqueano computou este custo em seu histórico escolar, mas que foi importante para abrir as portas no mercado de trabalho. Eu mesmo não saberia calcular, pois pouco mais de 2/3 de minha vida (56,5 anos, sendo 51,5 como servidor no Estado - de abril 1968 a agosto de 1974 no Instituto de Economia Agrícola, órgão de pesquisa da Secretaria Estadual de Agricultura e de agosto de 1974 até os dias de hoje, outubro de 2019, na ESALQ e mais cinco como aluno, 1962-1966, excluindo meu início profissional no Instituto de Planejamento Agrícola Regional/INPAR, de janeiro de 1967 a abril de 1968) foi totalmente amparada pela sociedade paulista e, em parte, pela sociedade brasileira através de bolsas.


Neste 2019 completei 78 anos de vida e continuo como Professor Senior (aposentado aos 70 anos em 05/08/2011) sem qualquer adicional vantagem financeira, mas vivendo e se dedicando integralmente à educação de jovens ingressantes. A ESALQ é minha praia, minha casa de campo e meu chalé na montanha. Não preciso de mais nada.


Mesmo assim minha divida social ainda é grande. Ainda devo muito à sociedade. Neste sentido desenvolvi e está bem vivo em meu intimo meu sentimento de pertencimento e forte empatia com a ESALQ, no que está ao meu alcance. E, nesta toada, vou tocando em frente até quando encontrar forças física e mental e nosso idolatrado Luiz de Queiroz achar que tenho "gás" para seguir minha caminhada.


Em artigo recente: O sentimento de pertencimento na ESALQ hodierna: Existe ou é utopia? (inserido em nosso blog em 19/08/2019 com 432 views em 30/10/2019) relatei que "Na literatura encontra-se que a sensação de pertencimento significa que precisamos nos sentir como pertencentes a tal lugar (ESALQ) e, ao mesmo tempo, sentir que tal lugar nos pertence e que assim acreditamos que podemos interferir e, mais do que tudo isso, que vale a pena interferir na rotina e nos rumos desse tal lugar na busca da realização e da felicidade total (Felicidade Interna Bruta)". É o que tem feito a ADEALQ com a criação do Programa de Bolsa de Permanência "Valdomiro Shigueru Miyada". Seguindo, trocando em miúdos, nesta direção é "a necessidade do individuo se identificar com o local, se sentir parte integrante de uma sociedade específica. O individuo deve se sentir e atuar como parte de algo maior", sendo este ente, em nosso caso, a ESALQ. É, desta forma, que sinto e percebo, ESALQ e ADEALQ, como um ente único.


Desenvolver o sentimento de pertencimento em nossa comunidade interna tem sido uma de nossas preocupações desde 2002 quando passamos a solicitar aos ingressantes em Engenharia Agronômica, de saída, a reflexão do artigo: Filho DA Luiz de Queiroz e Filho DE Luiz de Queiroz: são sinônimos? (inserido em nosso blog em 20/07/2016 com 4.500 views em 30/10/2019 - de 2002 à 2007 na disciplina Introdução à Engenharia Agronômica, de 2008 ate 2015 na disciplina LES 0180: Introdução à Administração, e, de 2016 até os dias de hoje na disciplina Vida Universitária e Cidadania). Neste, fica claro que: "Filho DA Luiz de Queiroz é um estado físico, de alguém que aqui passou, estudou, ganhou conhecimento, se prevalece da marca ESALQ pelo mundo afora e fica apenas nisso. É uma demonstração de egoísmo, vaidade e oportunismo, de aproveitamento de recursos públicos para o seu beneficio particular". "Venha a mim tudo e todo benefício da marca ESALQ", sem qualquer contrapartida.


Por sua vez "Filho DE Luiz de Queiroz é um estado de espírito. Está enraizado no intimo, fruto de um encantamento e veneração pela ESALQ" ..."O Filho DE Luiz de Queiroz vibra com o cotidiano da ESALQ Centenária, com a convivência diária de fraternidade e companheirismo. É preocupado e luta pela higiene e educação ambiental do Campus, é atento a manutenção do brilho e beleza de seus parques, jardins e campos, com a conservação e utilização eficiente de suas benfeitorias, construções, materiais e patrimônio animal, com o manejo adequado e de seu ambiente, de suas máquinas, equipamentos e implementos. Sonha com um mundo melhor que se revela no encantamento com o Prédio Central e o bondinho iluminado, entre outros, Não é um ´sugismundo´. É um solucionador de problemas, disposto a compor e trabalhar em equipe para o bem do Campus. É um ético espiritual. Tem responsabilidade social com os recurso públicos. Vive em paz e equilíbrio com a ESALQ". Portanto, no meu modo de ver, é inerente o sentimento de pertencimento no Filho DE Luiz de Queiroz.


Poderiam perguntar: onde o Vavá está querendo chegar com esta associação sentimento de pertencimento com Filho DE Luiz de Queiroz e, agora, com Sócio Mantenedor? 


Respondo, com perguntas: Caro Adealqueano, você tem ideia de quanto a sua formação acadêmica custou para a sociedade? Você acha que em função deste seu custo social tem bem desenvolvido seu sentimento de pertencimento com a ESALQ?


Caso responda positivamente, porque ainda não se tornou sócio mantenedor da ADEALQ? Explicando: A Adealq é o exemplo vivo e empático do sentimento de pertencimento com a ESALQ e se comporta como Filho DE Luiz de Queiroz, exemplo de parceiro, engajamento e compartilhamento na continuidade e crescimento dos ideais de Luiz de Queiroz. Viva a Adealq que atualmente desenvolve o Programa de Bolsa de Permanência "Valdomiro Shigueru Miyada" que é oferecida, após criteriosa seleção, aos alunos que se encontram com dificuldades socioeconômicas para sua manutenção na Universidade além de outros apoios à direção da ESALQ. Não seria uma atitude de sentimento de pertencimento?


Por que este chamamento? No site da ESALQ há o registro de que mais de 15 mil se graduaram desde sua fundação e cerca de nove mil pós-graduandos. Por sua vez, no site da ADEALQ (www.adealq.org.br) há o registro de que "já somos 501 mantenedores" e solicita que clique em "Também quero ser um" e uma convocação: "Convide seus amigos de Turma e de República a fazerem parte".


Se acha que tem uma dívida com a sociedade pelo ensino gratuito e reconhecido como de educação de excelência se posicionando em primeiro lugar no país e entre as cinco melhores no mundo, o que valoriza sua formação e seu diploma no mercado, e, que se acha ainda que é um Filho DE Luiz de Queiroz e com um empático sentimento de pertencimento com nossa escola mãe, o que está esperando para ser um sócio mantenedor?


Minha sugestão: acesse agora nosso site www.adealq.org.br e "clique" em "Também quero ser um", clara demonstração de que é um Filho DE Luiz de Queiroz e que guarda ainda um sentimento de pertencimento com nossa escola através de nossa associação mudando, desde já, a numeração de que "já somos 501 mantenedores (em 30/10/2019)" e alcançarmos a meta de mil até a próxima Semana Luiz de Queiroz. É possível? Acredito que sim. Vamos lá. 


Avante, Adealqueano.


Evaristo Marzabal Neves (Vavá; F66)

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