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Potpourri de Fatos (Hulq, F99)

08/05/2020 - Por marco lorenzzo cunali ripoli
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Voltando à década de 1920, quando o mundo vivia um importante momento de desenvolvimento, a criação de riquezas e novas tecnologias acabamos sofrendo com a aparição das bolhas financeiras que culminaram na crise da Bolsa americana de 1929, levando o desemprego começou a aumentar, piorando a condição de vida.  Os profissionais naquele momento acabaram sofrendo com a perda do emprego – muitos devido ao despreparo – gerando insatisfação social.  Estas insatisfações muitas vezes foram manipuladas por grupos políticos que desejavam pleitear ações de interesse direcionadas...  Prática comum ainda atualmente.

 

Países asiáticos, como a China, onde se acredita que surgiu o Covid-19, já têm longa história sob regimes de governo mais autoritários – o que torna os habitantes mais adaptados a conviver e aceitar um regime de lockdown em cidades e regiões especificas...  Diferente do que aconteceu em muitos países que decretaram o fechamento, na China lockdown significa lockdown!  Fator de sucesso do controle da pandemia.  A China é um país muito rico, porém a população, na sua maioria, muito pobre.

 

A quarentena é momentânea e o importante é promover esta passagem de forma segura, rápida e eficiente salvando o maior número de pessoas contaminadas, evitando a propagação do vírus.  Saúde se adquire com boa alimentação e os alimentos vêm da Agropecuária.

 

Existem probabilidades de termos novas epidemias, oriundas provavelmente da China e Índia, devido a concentração de quase metade do total da população mundial.  Logo, a alta demografia aliadas aos atuais hábitos alimentares por estes países podem ser fator de novas doenças.

 

Hoje, falando de transformação digital, nos últimos 2 meses avançamos mais do que nos últimos 5 anos, os eventos digitais estão cada vez mais comuns – congressos, palestras, “lives”, reuniões de trabalho e familiares, não deixando de lado o significativo aumento das compras realizadas por marketplaces digitais, que aumentaram consideravelmente.  Com novas tecnologias, as empresas irão ter reduções significativas de custos na sua estrutura organizacional, mas por outro lado a transformação digital pode trazer a individualização e isolamento das pessoas.

 

Empresas devem descobrir a melhor forma de impactar positivamente a sociedade e aquelas que se mostrarem capazes disso irão se beneficiar por manter e agregarem novos clientes, pois terão sua lealdade pós-crise.  Mais que vender, o importante é servir bem!  Não basta gerir a crise, mas também devemos gerir a inovação!

 

Muito falam “as notícias me deixam mal”.  Na verdade, não são as notícias, mas sim a forma que cada um reage a elas.  Devemos parar de acreditar que momentos de crise nos trazem oportunidades...  O que realmente acontece é que as crises trazem mudanças e se tivermos atentos para entender o que está mudando, aí sim podemos criar oportunidades.  Cabe a cada um de nós desenvolvemos esta dinâmica, pois quem ficar sentando esperando uma oportunidade aparecer, “vai morrer sentando”.

 

Vale lembrar que na crise global financeira de 2008/9, com o aumento novamente do índice de desemprego nos Estados Unidos e Europa – 85% dos jovens desempregados – empreendedores virão oportunidades de mudar a forma de prover serviços no mercado.  Foi o caso dos fundadores do AirBnB e Uber, que buscaram compreender como prestar melhores serviços aos clientes no setor de hotelaria e mobilidade, trazendo suas empresas ao valor presente de bilhões de dólares.

 

Além do trabalho duro, outro artificio de sucesso é a capacidade de se fazer uma leitura “instantânea” do mundo, e para isso você deve ter curiosidade, contexto, perspectiva, agregar informações de diversos setores e fontes.  Devemos entender a importância da informação, para ajudar na tomada de decisões.

 

Me lembro durante minha infância onde a informação era muito mais limitada em termos de fontes e acessibilidade.  Hoje existe literalmente excesso de informações, as quais atualizadas minuto a minuto e neste mesmo cenário, também existem muitas desinformações.  Analise aquilo que tem relevância e não se contamine com irrealidades, existem “filtros” que devem ser aplicados amparados em fontes seguras de divulgação, reduzindo o “ruído” (fake news) e promovem informações relevantes. 

 

Exponho tudo isso pois o valor não está apenas na informação, mas na capacidade de transformá-la em conhecimento.  Tire do seu caminho tudo aquilo que te distraia!  O conteúdo daquilo que busca deve ser agradável e vindo das melhores referencias do setor de interesse...  Lembrem-se nos tornamos parecidos com as pessoas que nos relacionamos.

 

Nunca tanta gente saiu da zona da pobreza como vem acontecendo nas últimas décadas...  Essa é a boa notícia, por outro lado, nunca neste mesmo período se polarizou e politizou tanto as coisas!  Seguimos em frente.

 

O Agro não para!

 

Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, Ph.D. é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Máquinas Agrícolas pela ESALQ-USP e Doutor em Energia na Agricultura pela UNESP, fundador do movimento O AGRO NÃO PARA, executivo, disruptor, multiempreendedor, inovador e mentor. Proprietário da BIOENERGY Consultoria e investidor em empresas.  Acesse www.marcoripoli.com

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