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Revolução Agrícola - Breve História (Hulq, F99)

17/07/2020 - Por marco lorenzzo cunali ripoli
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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A Revolução Agrícola foi um grande evento na história mundial e teve um profundo efeito sobre as populações em toda a Europa e outros eventos históricos.  Muitos historiadores consideram a Revolução Agrícola uma das principais causas da Revolução Industrial.  Por exemplo, a Revolução Industrial começou na Grã-Bretanha no século XVIII devido, em parte, a um aumento na produção de alimentos, que foi o resultado-chave da Revolução Agrícola. 

 

Nas décadas anteriores ao início da Revolução Agrícola, os agricultores europeus praticavam uma forma de agricultura na qual plantavam a mesma cultura (monocultura) no mesmo campo, todos os anos.  Isso fez com que eles parassem de plantar por uma safra a fim de evitar destruir a qualidade do solo.  Na década de 1730, Charles Townshend, um estadista britânico descobriu que, cultivando diferentes tipos de culturas nos campos ano após ano, os agricultores britânicos não tinham que deixar um campo para uma estação de cultivo.  Ao fazer isso, o agricultor poderia cultivar alimentos no campo a cada ano sem diminuir a capacidade do solo, permitindo que os agricultores britânicos cultivassem mais alimentos, o que levou a um aumento na população de cidadãos britânicos – importante para o início da Revolução Industrial – pois disponibilizou uma força de trabalho importante para as fábricas e minas locais.

 

Um aspecto fundamental da Revolução Industrial foi a invenção de diferentes tipos ou máquinas, muitas das quais foram utilizadas na agricultura.  Por exemplo, Jethro Tull é famoso por sua invenção da plantadora (de sementes) que teve um efeito relevante na Revolução Agrícola.  Tull trabalhou na fazenda de seu pai na Inglaterra e notou que algumas das práticas agrícolas tradicionais eram muito ineficientes, como a forma como as sementes eram colocadas no solo (à mão), o que era muito lento e exigia muito trabalho por parte dos agricultores.  Sua invenção tornou o processo de plantio muito mais rápido, eficiente permitindo que diferentes culturas fossem plantadas em linhas retas, permitindo o uso de menos sementes e auxiliando, inclusive, na melhoria dos tratos culturais.

 

Outra característica importante da Revolução Agrícola foi a proteção das áreas produtivas.  Nos tempos anteriores a 1700, os agricultores britânicos plantavam suas plantações em pequenos áreas permitindo que animais pastassem em campos compartilhados.  Na década de 1700, o Parlamento britânico aprovou uma legislação, referida como ”Os Atos de Cerco” (“Enclousure Movement”), que permitiu que as áreas comuns se tornassem privadas.  Isso levou os agricultores ricos a comprar grandes áreas, a fim de criar maiores propriedades rurais.

 

Em resumo, a Revolução Agrícola foi uma importante causa da Revolução Industrial e ocorreu inicialmente na Grã-Bretanha durante a década de 1700 e envolveu invenções e inovações que levaram a um aumento na produção de alimentos.  O aumento da população gerou o aumento no número de trabalhadores que eram atraídos para trabalhar nas fábricas e minas, estes importantes para a Revolução Industrial.  Uma maior população gerou uma maior demanda, ou seja, gerou novo mercado de bens de consumo, alimentando a economia local.

 

O Agro não para!

 

Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, Ph.D. é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Máquinas Agrícolas pela ESALQ-USP e Doutor em Energia na Agricultura pela UNESP, executivo, disruptor, multiempreendedor, inovador e mentor. Proprietário da BIOENERGY Consultoria e investidor em empresas.  Acesse www.marcoripoli.com

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